conjunciones planetarias

Conjunciones planetarias

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Conjunções de planetas

 

Prof. Paulo Sergio Bretones

DME/UFSCar

 

Na próxima semana teremos a oportunidade de observar um espetáculo com os planetas muito próximos no céu e aproveitar para conversar sobre seus movimentos, brilhos, distâncias e tamanhos.

Já nos dias 23 e 24 de agosto, poderemos notar bem altos no céu, logo depois que escurece, três pontos brilhantes alinhados: a estrela vermelha Antares, a mais brilhante da constelação do Escorpião numa ponta, o planeta Marte, também vermelho, no meio e o planeta Saturno, um pouco menos brilhante na outra ponta.

Pode-se perceber que de uma noite para outra, Marte se desloca entre os outros dois pontos, o que evidencia o fato de ser um planeta, termo que vem do grego, que significa astro errante. Este movimento pode ser notado nos próximos meses, especialmente em setembro, passando ao lado da constelação do escorpião. A comparação visual entre Marte e Antares não poderia ser melhor, pois a estrela recebeu este nome devido à sua coloração, que significa rival de Ares, como Marte era chamado pelos gregos. Contudo, no que se refere aos seus tamanhos, Marte tem cerca da metade do diâmetro Terra enquanto que Antares é uma estrela Supergigante Vermelha, cerca de 800 vezes maior que o Sol em diâmetro, mas está a 600 Anos Luz de distância de nós. Neste contexto, Saturno, mesmo sendo cerca de 10 vezes maior que a Terra, é visto no céu menos brilhante por estar muito distante, a cerca de 1,5 bilhões de quilômetros, enquanto que o planeta vermelho está a 128 milhões de quilômetros nestes dias.

No dia 27 os planetas Vênus e Júpiter estarão muito próximos entre si, a cerca de 4 minutos de arco, vistos no horizonte oeste, logo depois que o Sol se põe. Para observá-los, é melhor procurar um local alto com horizonte do poente bem, visível e escuro, evitando a poluição luminosa.

Mesmo sendo o gigante dos mundos, com cerca de 1300 vezes o tamanho do nosso planeta em volume, Júpiter é visto um pouco menos brilhante que Vênus por estar a cerca de 960 milhões de quilômetros atualmente. Vênus conhecido como estrela vespertina ou estela matutina, tem o tamanho quase igual ao da Terra está bem mais próximo daqui, a cerca de 225 milhões de quilômetros. Ainda ao lado esquerdo de Vênus e Júpiter, pode-se ver o planeta Mercúrio, o mais próximo de nosso planeta atualmente, a apenas 128 milhões de quilômetros, mas, por ser o menor de todos, cerca de metade do diâmetro da Terra, não é tão brilhante visto no céu.

Estas conjunções de planetas são facilmente observáveis a olho nu e podem ser notadas mesmo em grandes cidades. Para os interessados de modo geral e, mais particularmente, professores e estudantes, trata-se de uma excelente oportunidade para notar os movimentos dos planetas com relação às estrelas e o horizonte. Além das datas mencionadas, podem-se acompanhar nas noites anteriores e seguintes os descolamentos dos planetas e também discutir sobre seus brilhos, tamanhos e distâncias.

Trata-se também de uma ótima oportunidade de usar mapas celestes disponíveis na Internet. Como dica podem ser usados softwares gratuitos Starry Night ou Stellarium, o site heavens-above, procurando o mapa do céu ou os aplicativos Sky Map, Star Chart ou SkEye. Esses recursos são úteis para planejar observações e mesmo fazer simulações para outras datas e locais.

Contudo, observar o céu é insubstituível e uma importante experiência para a vida de qualquer pessoa.

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